Choque séptico: o que é, sintomas e como é feito o tratamento

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O choque séptico é um tipo de septicemia mais grave onde, além de existir infecção generalizada do organismo com os sintomas clássicos, como febre e batimento cardíaco acelerado, também acontece diminuição da pressão arterial.

Por diminuição da pressão arterial, é comum que pessoas em choque séptico apresentem também maior dificuldade na circulação do sangue o que faz com que chegue menos oxigênio a órgãos importantes como o cérebro, o coração e os rins. Isto faz com que surjam outros sinais e sintomas mais específicos do choque séptico, como diminuição da quantidade de urina e alterações do estado mental.

O tratamento do choque séptico é feito com a pessoa internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com o uso de medicamentos e antibióticos para regularizar as funções cardíacas e renal e eliminar o microrganismo causador da infecção. Quando tratado a tempo, o choque séptico tem cura.

Principais sintomas

Os sinais e sintomas do choque séptico incluem aqueles comuns da sepse, como febre acima de 38ºC, batimento cardíaco acima de 90 bpm e respiração rápida, mas também:

  • Pressão arterial muito baixa;
  • Diminuição da quantidade de urina;
  • Perda da consciência ou confusão mental.

Ainda pode haver tontura, fadiga, calafrio e vômito. As pessoas mais suscetíveis ao choque séptico são os pacientes hospitalizados, pois possuem a imunidade já comprometida, o que pode favorecer que uma infecção local se desenvolva para uma infecção generalizada. Pacientes idosos, desnutridos e pós-cirúrgicos são também mais propensos a desenvolver o choque séptico.

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Os sintomas do choque séptico surgem quando o microrganismo chega na corrente sanguínea e libera suas toxinas, que estimulam o sistema imune a produzir e liberar citocinas e mediadores inflamatórios para combater essa infecção. Caso não seja tratado, o excesso de citocinas e a grande concentração de toxinas pode diminuir a chegada de sangue e oxigênio em alguns órgãos, o que pode levar à falência desses órgãos.

Possíveis causas do choque séptico

O choque séptico pode ser causado por diversos fatores, sendo o mais comum a migração de bactérias, fungos ou vírus, que estão localizados num único órgão, para a corrente sanguínea, espalhando-se por todo o corpo e atingindo outros órgãos.

Outras possíveis causas de choque séptico é a presença de sondas e cateteres infectados, já que são equipamentos hospitalares que estão em contato direto e diário com o paciente hospitalizado. Saiba mais sobre as causas do choque séptico.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do choque séptico é feito com base no exame clínico da pessoa e em exames laboratoriais. Normalmente é feito um exame de sangue em que se identifica se a contagem de células sanguíneas está alterada (hemácias, leucócitos e plaquetas), se há algum problema na função dos rins, qual a concentração de oxigênio no sangue e se há alguma alteração na quantidade de eletrólitos presentes no sangue. Os outros testes que o médico pode solicitar estão relacionados com a identificação do microrganismo que causa o choque.

O diagnóstico é conclusivo para choque séptico quando a pessoa apresenta pelo menos dois dos seguintes sintomas ao mesmo tempo: febre ou hipotermia (diminuição da temperatura corporal), taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos) ou taquipneia (aumento da frequência respiratória) e leucocitose (aumento no número de leucócitos) ou leucopenia (diminuição no número de leucócitos).

Como é feito o tratamento

O tratamento é feito em internamento na UTI e requer o uso principalmente de antibióticos para que o microrganismo causador do choque seja eliminado. No entanto, existem vários passos importantes no tratamento deste tipo de infecção:

1. Uso de antibióticos

Caso o choque séptico seja confirmado, um potente antibiótico deve ser iniciado, mesmo que ainda não se saiba o foco da infecção. Isto para que o micro-organismo causador da infecção seja eliminado o mais rápido possível, diminuindo a resposta imune do corpo.

Geralmente, cerca de 10 dias de tratamento é suficiente na maioria dos casos, e alguns dos antibióticos mais utilizados incluem Ceftriaxona, Ceftazidima, Ciprofloxacino, Tazocin, Vancomicina, Meropenem, por exemplo. Após o resultado dos exames de cultura e identificação do micro-organismo, o antibiótico deve ser adequado. Saiba mais sobre o exame que ajuda a identificar o melhor antibiótico.

2. Hidratação na veia

No choque séptico a circulação sanguínea fica extremamente prejudicada, o que dificulta a oxigenação do organismo. A realização de altas doses de soro na veia, cerca de 30 ml por kg, é recomendada como forma a ajudar manter o fluxo sanguíneo aceitável e melhorar a resposta aos medicamentos.

3. Medicamentos para a pressão arterial

Devido à queda da pressão arterial, que não é resolvida somente com hidratação na veia, geralmente é necessário utilizar potentes remédios para a elevação da pressão arterial, chamados de vasopressores. Com estes remédios, é recomendado alcançar uma pressão arterial média de pelo menos 65 mmHg.

Alguns exemplos deste medicamentos são Noradrenalina, Vasopressina, Dopamina e Adrenalina, por exemplo, que são medicamentos que devem ser usados com uma rigorosa monitorização do médico, para evitar maiores complicações. Outra opção que o médico pode utilizar é medicamento que aumenta a força de batimento do coração, chamado Dobutamina.

4. Transfusão sanguínea

Pode ser necessária para pacientes que têm sinais de um fluxo sanguíneo insuficiente e que tenham uma anemia com hemoglobina abaixo de 7mg/dl. Confira as principais indicações da transfusão sanguínea.

5. Uso de corticoides

Os medicamentos corticosteroides, como Hidrocortisona, podem ser indicados pelo médico como forma de reduzir a inflamação, no entanto, só há benefícios em caso de choque séptico refratário, ou seja, nos casos em que não se consegue melhorar a pressão arterial mesmo com hidratação e uso de remédios. 

6. Hemodiálise

Nem sempre a hemodiálise é indicada, no entanto, pode ser uma solução em casos graves em que é necessária uma rápida remoção de excesso de eletrólitos, acidez no sangue ou em que há parada do funcionamento dos rins.





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