Doença inflamatória intestinal: causas, sintomas e tratamento

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A doença inflamatória intestinal refere-se a um conjunto de doenças crônicas que provocam uma inflamação do intestino, a doença de Crohn e a colite ulcerativa, que apresentam sintomas muito semelhantes, como dor abdominal, diarreia, febre, perda de peso, anemia ou intolerâncias alimentares, por exemplo, porém são consideradas doenças distintas.

O tratamento consiste na administração de remédios, adoção de uma dieta específica e suplementação com vitaminas e minerais. Em alguns casos, pode também ser necessário realizar uma cirurgia.

Possíveis causas

Ainda não se sabe ao certo as causas específicas que estão na origem da doença inflamatória intestinal, mas pensa-se que pode estar relacionado com fatores genéticos, imunológicos, microbiota intestinal e com a dieta.

Assim, em pessoas com doença inflamatória intestinal, perante determinados alimentos ou micro-organismos, dá-se uma ativação anormal da resposta inflamatória, que provoca danos nas células do intestino, levando ao surgimento dos sintomas característicos da doença.

As doenças inflamatórias intestinais podem também ser influenciadas pela idade e a raça, e o risco de as desenvolver pode aumentar com o uso de cigarro, uso de anticoncepcional hormonal, uso de antibióticos durante o primeiro ano de vida, gastroenterites, dietas ricas em proteína animal, açúcar, óleos, gorduras saturadas.

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Quais os sintomas

A doença inflamatória intestinal pode manifestar-se com sintomas a nível gastrointestinal ou em outras regiões do corpo, sendo as seguintes as mais comuns:

  Doença de Crohn Colite ulcerativa
Sintomas gastrointestinais

Cólicas abdominais;

Diarreia que pode conter sangue;

Prisão de ventre;

Náuseas e vômitos;

Fissuras anais;

Incontinência fecal;

Aftas.

Diarreia com presença de muco e sangue;

Cólicas abdominais;

Prisão de ventre;

Aftas.

Sintomas sistêmicos/ extra intestinais

Atraso de crescimento em crianças e adolescentes;

Febre;

Perda ou ganho de peso;

Eritema nodoso;

Fotofobia, uveíte;

Espondiloartrose seronegativa;

Espondilite anquilosante;

Sacroileíte;

Trombose;

Anemia hemolítica auto-imune;

Osteoporose e fraturas ósseas;

Dor de cabeça e neuropatias;

Doenças musculares

Depressão.

Taquicardia;

Anemia;

Febre;

Perda de peso;

Uveíte;

Artrite seronegativa;

Espondilite anquilosante;

Sacroileíte;

Eritema nodoso;

Pioderma gangrenoso;

Trombose;

Colangite esclerosante primária.

Os sintomas característicos da doença de Crohn são muito semelhantes aos da colite ulcerativa, porém alguns deles podem ser diferentes porque a doença de Crohn pode afetar todo o trato gastrointestinal, desde a boca até ao ânus, enquanto que as áreas afetadas da colite ulcerativa sã fundamentalmente o reto e c cólon. Faça o teste e saiba identificar a doença de Crohn.

Como é feito o diagnóstico

Geralmente, o diagnóstico consiste numa avaliação clínica, realização de endoscopia, exames histológicos, radiológicos e investigação bioquímica.

Em que consiste o tratamento

O tratamento tem como objetivo induzir e manter a remissão da doença, melhorar o estado nutricional da pessoa e aliviar os sintomas.

Geralmente, os remédios receitados pelo médico podem incluir anti-inflamatórios, como corticoides e aminossalicilatos como a mesalazina ou sulfassalazina, por exemplo, imunossupressores como a ciclosporina, azatioprina ou mercaptopurina, antibióticos como a ciprofloxacino ou o metronidazol e/ou anticorpos monoclonais, como o infliximabe ou o adalimumabe, por exemplo.

Em alguns casos, na doença de Crohn, pode ser necessário realizar cirurgia para reparar estenoses ou remover partes do intestino, quando o tratamento com medicamentos não é eficaz.

As pessoas que sofrem de doença inflamatória intestinal têm um maior risco de sofrer problemas nutricionais, devido à doença e ao tratamento, por isso, para manter o estado nutricional nestes casos, pode ser necessário fazer uma dieta especial e tomar suplementos alimentares com ácido fólico, vitamina D, vitaminas B6, B12 e minerais e e oligoelementos, como cálcio e zinco, por exemplo. Além disso, o uso de probióticos e glutamina pode ajudar a melhorar o funcionamento intestinal.

O que comer

A dieta para doença inflamatória intestinal deve ter como principais objetivos reduzir a inflamação do intestino e melhorar a absorção, aliviando os sintomas e evitando o surgimento de novas crises. A dieta deve ser individualizada e específica para cada pessoa, porém exsitem alimentos que geralmente são tolerados e outros que devem ser evitados, principalmente durante as crises:

Alimentos permitidos

Alguns alimentos permitidos na dieta são:

  • Arroz, purês, macarrão e batata;
  • Carnes magras, como carne de frango;
  • Ovo cozido;
  • Peixes como sardinha, atum ou salmão;
  • Legumes cozidos, como cenoura, aspargo e abóbora;
  • Frutas cozidas e sem casca, como banana e maçã;
  • Abacate e azeite.

Alimentos que devem ser evitados

Os alimentos que devem ser evitados, por terem elevado risco de causar inflamação do intestino, são:

  • Café, chá preto, refrigerantes com cafeína e bebidas alcoólicas;
  • Sementes;
  • Verduras cruas e frutas com casca;
  • Mamão, laranja e ameixa;
  • Leite, iogurte, queijo, creme de leite e manteiga;
  • Mel, açúcar, sorbitol ou manitol;
  • Frutos secos, como amendoim, nozes e amêndoas;
  • Aveia;
  • Chocolate;
  • Carne de porco e outras carnes gordurosas;
  • Biscoitos amanteigados e doces com massa folhada, frituras, gratinados, maionese e refeições congeladas industrializadas.

Estes alimentos são apenas alguns exemplos que geralmente devem ser evitados, no entanto, o ideal é consultar um nutricionista para adaptar a alimentação ao organismo de cada pessoa, já que podem existir outros alimentos que piorem os sintomas.





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