Escapes: como melhorar sua qualidade de vida com brincadeiras da infância

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O ato de brincar é importante não só para o desenvolvimento das crianças mas também para melhorar a qualidade de vida dos adultos

Por
Cacá Filippini (colaboradora)

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31 jul 2018, 12h22 – Publicado em 30 jul 2018, 18h24

As férias escolares estão terminando e o que para muitos pais pode ser sinônimo de alívio, para outros é o fim da oportunidade de brincarem e obterem benefícios para a mente. Aí, você deve estar se perguntando: como as brincadeiras podem fazer algo por meu cérebro adulto?

Ao longo dos últimos anos, a ciência tem se dedicado ao tema e descoberto o poder do ato de brincar, não só para o desenvolvimento das crianças mas também para melhorar a qualidade de vida dos adultos.

Um desses estudos foi conduzido pelo psiquiatra e pesquisador Stuart Brown, fundador do The National Institute for Play (Instituto Nacional para o Brincar). Do talk Brincar é mais do que diversão – é vital, apresentado por ele no TED 2008, destaco a frase: “Nada ilumina o cérebro tanto quanto brincar. Brincadeiras tridimensionais ativam o cerebelo, mandam vários impulsos para o lobo frontal – a parte executiva do cérebro –, ajudam o desenvolvimento da memória contextual, entre outros benefícios”. Na lista de vantagens de brincar na infância, destaco a melhora da criatividade da criança, da comunicação, da empatia pelos outros, além de trazer competências socioemocionais que serão levadas para a toda a vida.

Apesar de sabermos disso, cada vez mais vivemos no modo automático e fazemos com que nossos filhos também levem suas vidas assim.

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 (Cacá Filippini/Arquivo pessoal)

Uma pesquisa realizada pela UNICEF em dez países com 12 mil pais de crianças entre 5 e 12 anos aponta que metade dos entrevistados diz não ter tempo para brincar ao ar livre com seus filhos. E, nas famílias consultadas, 84% das crianças brincam no máximo duas horas por dia, 40% brincam menos de uma hora e 6% nunca brincam ao ar livre em um dia normal.

Desde 2014, quando assisti ao documentário do cineasta Cacau Rhoden “Tarja Branca” – nome que faz ironia aos remédios denominados tarja-preta – resgatei em mim a chamada neotenia (palavra que significa a retenção de qualidades infantis na fase adulta).

O documentário mostra que brincar precisa estar no cotidiano do ser humano, mesmo que ele esteja mergulhado em compromissos, problemas, trabalho, horários… Ao negligenciar o ato de brincar, o adulto se envolve numa couraça que prejudica sua saúde mental e até física.

Assim como muitas de vocês, minha rotina é puxada e o tempo, escasso, mas procuro não deixar a brincadeira fora da minha vida e de meus filhos.

Nessas férias, por exemplo, incentivei meu filho mais novo – que, aos 10 anos, é amigo do tablet e do celular, habita um “apertamento” e segue uma rotina de demandas escolares e cursos extras –  a brincar sozinho, com os amigos e comigo. Neste #ESCAPES, compartilho uma experiência de muita brincadeira para as crianças e, nós, adultos.

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Pelo terceiro ano consecutivo, lá fomos nós para o Grande Hotel Senac na estância hidromineral de Águas de São Pedro.

Assim como eu e meus irmãos tínhamos um destino fixo em Monte Verde (MG) em nossas férias escolares, encontrei um local que traz essa emoção aos meus filhos – inclusive ao mais velho. Em uma área de sete mil metros, a 184 km de São Paulo, em meio ao verde, pássaros e quatis que andam entre nós, as crianças curtem como crianças, exatamente como Mario Quintana, dizia: “As crianças não brincam de brincar. Brincam de verdade!”.

Não há tecnologia! Há pés descalços, brincadeiras na água, no chão, na grama, acantonamento com monitores e até mesmo, uma festa de aniversário não tão convencional, mas cercada de muito carinho! Durante esses dias, brincamos muito e me permiti voltar à infância (como é possível ver no vídeo abaixo). E assim, trouxemos nas malas roupas bem sujas e lembranças de momentos que nos uniram ainda mais.

Minha sugestão para você que está lendo: em vez de reservar um hotel bacana no próximo feriado e deixar seus filhos com a monitoria, tente resgatar na memória sua mais antiga, clara e alegre lembrança de brincadeiras de sua infância. Comece a construir, a partir dessa emoção, uma conexão com sua vida agora. E assim, faça menos do mesmo, brinque mais e até a próxima experiência!

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