Hipogonadismo – Melhor Tratamento, Sintomas, Causas e Dicas

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Os hormônios são substâncias essenciais para manter o
funcionamento correto do corpo. Sem eles, muitas funções essenciais para a vida
são prejudicadas como a reprodução, a regulação do humor e do apetite, o
controle do sono, entre diversas outras.

É por isso que qualquer condição de saúde que prejudica a
produção hormonal deve ser prontamente identificada e corrigida por meio de
tratamento adequado.

O hipogonadismo é uma dessas condições que afetam a produção
de hormônios sexuais em homens e mulheres. Como o corpo do homem e da mulher
apresentam diferenças significativas, vamos abordar os diferentes sintomas do
hipogonadismo masculino e feminino e indicar as formas de tratamento
disponíveis para controlar esse desequilíbrio hormonal.

Hipogonadismo

O hipogonadismo, conhecido também como deficiência gonadal, é uma condição em que as glândulas sexuais produzem pouco ou nenhum hormônio sexual. Nos homens, essas glândulas conhecidas, também como gônadas, são os testículos, enquanto que nas mulheres, são os ovários.

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Os hormônios sexuais são responsáveis por ajudar a controlar
características sexuais secundárias como o desenvolvimento dos testículos e o
crescimento de pelos pubianos nos homens e o desenvolvimento das mamas nas
mulheres. Eles também executam um papel no ciclo menstrual e na produção de
espermatozoides.

Existem basicamente dois tipos de hipogonadismo:

1. Hipogonadismo primário

Essa condição é aquela em que não há hormônios sexuais suficientes no corpo por causa de um problema nas gônadas. Isso significa que as glândulas sexuais recebem mensagens do cérebro para produzir hormônios, mas não são capazes de produzir esses hormônios.

Nesse tipo de hipogonadismo, os níveis de testosterona são baixos e as gonadotrofinas como o FSH (hormônio folículo-estimulante) e o LH (hormônio luteinizante) – hormônios secretados pelas células gonadotróficas da glândula pituitária – estão acima dos níveis considerados normais.

2. Hipogonadismo hipogonadotrófico

Alguns especialistas chamam essa condição de hipogonadismo
central ou secundário enquanto outros preferem o termo hipogonadismo
hipogonadotrófico.

Independentemente do nome utilizado, nesse caso o problema
ocorre no cérebro. Ou seja, as glândulas sexuais estão em perfeito funcionamento,
mas o hipotálamo e a hipófise – estruturas cerebrais que controlam as gônadas –
não estão funcionando de forma adequada.

Hipogonadismo masculino x hipogonadismo
feminino

O hipogonadismo masculino é aquele que afeta os homens, interferindo principalmente nos níveis de testosterona. Os baixos níveis de testosterona observados causam supressão testicular, o que resulta em impotência, redução da libido, perda de pelos no corpo e na face, redução da ejaculação, fraqueza e até anemia.

Geralmente, os homens precisam repor a testosterona para
eliminar os sintomas.

O hipogonadismo feminino causa uma supressão ovariana que pode causar ciclos menstruais irregulares ou inexistentes, infertilidade, atrofia mamária, osteoporose, redução das secreções vaginais e diminuição da libido.

Essas mulheres apresentam níveis de estradiol baixo, indicando a necessidade de reposição hormonal com estrogênio e, às vezes, também com progesterona.

Sintomas

Os sintomas são diferentes para homens e mulheres. Nas
mulheres, os sintomas de hipogonadismo podem ser:

  • Perda de pelos no corpo;
  • Secreção com aspecto leitoso nos
    seios;
  • Ondas de calor;
  • Ausência de menstruação;
  • Crescimento mamário lento ou
    ausente;
  • Redução da libido.

Nos homens, os principais sintomas costumam ser:

  • Perda muscular;
  • Osteoporose;
  • Perda de pelos no corpo;
  • Infertilidade;
  • Fadiga;
  • Sudorese excessiva;
  • Disfunção erétil;
  • Alterações de humor;
  • Crescimento anormal da mama;
  • Dificuldade de concentração;
  • Ondas de calor;
  • Baixa libido;
  • Crescimento reduzido de testículos e
    pênis.

Causas

As causas por trás do hipogonadismo podem variar de acordo
com o tipo observado e com o sexo. Em geral, o hipogonadismo pode resultar de
diversos problemas de saúde e alterações metabólicas.

As principais causas do hipogonadismo primário em mulheres
são:

  • Infecções graves;
  • Distúrbios autoimunes como o
    hipoparatireoidismo e a doença de Addison;
  • Doenças hepáticas ou renais;
  • Cirurgia nos órgãos sexuais;
  • Exposição à radiação;
  • Hemocromatose, condição em que o
    corpo absorve ferro em excesso;
  • Distúrbios genéticos como a síndrome
    de Turner.

No hipogonadismo feminino secundário, as principais causas
da condição são as seguintes:

  • Infecções como a AIDS;
  • Obesidade;
  • Deficiências nutricionais;
  • Distúrbios genéticos como a síndrome
    de Kallmann;
  • Distúrbios que afetam a hipófise;
  • Perda de peso súbita;
  • Cirurgia cerebral;
  • Uso de medicamentos esteroides ou
    opiáceos a longo prazo;
  • Lesão na glândula pituitária ou no
    hipotálamo;
  • Tumor na glândula pituitária ou
    próximo dela;
  • Doenças inflamatórias como a
    tuberculose, a sarcoidose e a histiocitose.

O hipogonadismo masculino primário pode ser causado por
problemas de saúde ou outras condições que afetam os testículos, tais como:

  • Inflamação na região dos testículos
    devido a infecções como a caxumba;
  • Ausência dos testículos, condição
    chamada de anorquidismo;
  • Alguns tipos de tumores;
  • Distúrbios autoimunes;
  • Hemocromatose;
  • Tratamentos quimioterápicos ou
    radioterápicos;
  • Falha dos testículos em descer para
    a região escrotal;
  • Distúrbios genéticos como a síndrome
    de Klinefelter.

O hipogonadismo masculino secundário pode ser resultado de:

  • Uso de esteroides anabolizantes;
  • Lesão cerebral;
  • Doenças inflamatórias;
  • Síndrome de Prader-Will;
  • Síndrome de Kallman em que há um
    desenvolvimento anormal do hipotálamo;
  • Tumores hipofisários;
  • Processo natural de envelhecimento
    que tende a reduzir a produção de testosterona;
  • Tratamento de quimioterapia ou
    radioterapia.

Como diagnosticar

O médico deve analisar os sintomas e verificar se o
desenvolvimento sexual do paciente está adequado para sua idade. Além disso,
ele pode examinar os pelos do corpo, a massa muscular e os órgãos sexuais.

Para confirmar o diagnóstico de hipogonadismo, exames para
verificar os níveis hormonais no corpo devem ser solicitados. Alguns testes
podem incluir o nível de hormônio luteinizante e o nível de hormônio
folículo-estimulante, que são os hormônios reprodutivos produzidos pela
glândula pituitária.

Adicionalmente, homens precisam realizar exame para testar o nível de testosterona e uma análise de sêmen para checar a contagem de espermatozoides que pode ser reduzida em casos de hipogonadismo. As mulheres devem verificar seus níveis de estrogênio no organismo.

Os níveis de outras substâncias no organismo também podem afetar os hormônios sexuais. Assim, pode ser necessário testar os níveis de ferro no sangue para descartar a hemocromatose e também os níveis de prolactina, que podem promover o desenvolvimento das mamas e a produção de leite materno. Por fim, também pode ser importante verificar o funcionamento da tireoide, já que problemas nessa glândula podem causar sintomas similares ao hipogonadismo.

Exames de imagem como ultrassonografia para visualizar os
ovários nas mulheres e problemas na tireoide em ambos os sexos podem ser úteis
no diagnóstico. Testes adicionais como ressonância magnética ou tomografia
computadorizada também podem ser solicitados para analisar se há algum tumor na
glândula pituitária, por exemplo.

Qual o melhor tratamento para hipogonadismo?

Não há como estabelecer o melhor tratamento para
hipogonadismo pois isso vai variar caso a caso.

Em alguns casos, o tratamento pontual é suficiente, enquanto que em outros é preciso tratar a condição durante a vida inteira.

Em qualquer situação, o acompanhamento médico nunca deve ser ignorado, já que as terapias de reposição hormonal podem causar complicações de saúde a longo prazo que devem ser monitoradas.

Algumas complicações de saúde podem incluir a infertilidade e um maior risco de desenvolver doenças cardíacas e osteoporose em mulheres. Além disso, o uso de terapia hormonal com reposição de estrogênio também pode aumentar as chances de doenças cardíacas além do risco maior de câncer de mama e de formação de coágulos sanguíneos.

Nos homens, as complicações que podem ser observadas são a
impotência sexual, problemas de infertilidade e osteoporose.

Tratamentos disponíveis

O tratamento para os homens pode ser diferente do que é
recomendado para as mulheres devido as diferenças hormonais entre os sexos.
Assim, vamos mostrar quais são os tratamentos disponíveis atualmente para cada
sexo.

Tratamento para hipogonadismo feminino

O tratamento indicado deve ser capaz de aumentar a
quantidade de alguns hormônios sexuais femininos. Um dos tratamentos mais
indicados é a terapia com estrogênio em que um adesivo ou comprimido é utilizado
para aumentar os níveis de estrogênio no corpo. Esse tratamento é muito
indicado para mulheres que foram submetidas a uma histerectomia, que é uma
cirurgia de remoção de parte ou de todo o útero.

Para mulheres que não fizeram uma histerectomia, o
tratamento mais comum é uma combinação de estrogênio com progesterona. Isso
porque o aumento dos níveis de estrogênio pode aumentar o risco de desenvolver
câncer endometrial e o uso combinado com progesterona pode reduzir esse risco.

Outros tratamentos específicos podem incluir o uso de baixas
doses de testosterona quando há uma diminuição no desejo sexual ou aplicação de
injeções do hormônio humano coriogonadotropina ou pílulas contendo hormônio
folículo-estimulante para estimular a ovulação quando forem detectados problemas
para concepção ou menstruação irregular.

Tratamento para hipogonadismo masculino

No caso dos homens, o tratamento consiste em terapia de
reposição de testosterona, que é o principal hormônio sexual masculino. O modo
de repor essa testosterona em escassez se dá por meio de uma das opções abaixo:

  • Injeções de propionato de
    testosterona ou outras formas do hormônio;
  • Pastilhas;
  • Cremes de testostorena como o
    Adromen Forte Cream;
  • Géis como o Testogel;
  • Adesivos transdérmicos de
    testosterona como o Androderm;
  • Medicamento oral como o undecanoato
    de testosterona.

Outro tratamento inclui injeções de um hormônio liberador de
gonadotrofina, que pode estimular a puberdade ou aumentar a produção de
espermatozoides.

Tratamento para ambos os sexos

Quando há um tumor na glândula pituitária, o tratamento é o
mesmo para homens e mulheres e pode incluir cirurgias, medicamentos
quimioterápicos e radioterapia.

Dicas

Bons hábitos alimentares e a prática de atividades físicas
para manter o peso corporal normal ajudam a manter o funcionamento adequado do
corpo em geral. Isso ajuda a preservar os níveis hormonais e a evitar
desequilíbrios, prevenindo o hipogonadismo tanto em homens quanto em mulheres.

No caso de doenças genéticas que causam o hipogonadismo, o
problema de saúde não pode ser evitado. Mas a reposição hormonal indicada por
um médico pode controlar a condição e eliminar os sintomas desagradáveis. Como
em qualquer outro tratamento de saúde, é importante discutir os riscos e
benefícios associados à medicação sugerida e ajustar as doses conforme a
necessidade do organismo.

Referências adicionais:

Você já foi diagnosticado com o hipogonadismo? Que tipo de tratamento o médico recomendou e que sintomas eram perceptíveis? Comente abaixo!

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