HPV no Homem Tem Cura? Sintomas, Exame e Tratamento

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O HPV é a infecção sexualmente
transmissível mais comum em homens e mulheres. Existem diferentes tipos do
vírus que podem afetar a pele e as membranas mucosas em várias partes do corpo.

Muitos estudos indicam uma
correlação entre o HPV nos homens e um maior risco de desenvolvimento de alguns
tipos de câncer.

Esse artigo trata especificamente do HPV no homem, que pode sofrer consequências desagradáveis como o surgimento de verrugas e crescimentos anormais na região peniana. Além de mencionar os sintomas da doença, vamos explicar como é feito o tratamento e se existe cura para o HPV atualmente.

HPV

O HPV – sigla em inglês para o Papilomavirus Humano – é uma infecção sexualmente transmissível muito comum.

De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), praticamente
todas as pessoas sexualmente ativas que não são vacinadas contra o HPV podem
desenvolver a doença em algum momento da vida.

A doença é transmitida através do
contato direto e íntimo com alguém infectado. O vírus pode passar de uma pessoa
para a outra por meio da relação sexual e também pelo contato íntimo com a pele
lesionada. Assim, a infecção se dá por meio de sexo vaginal, oral ou anal com
alguém que já está infectado ou pelo contato íntimo com locais em que há fissuras
na pele.

Existem mais de 100 variedades do
vírus da HPV e cerca de 40 deles são transmitidos sexualmente. Cada um deles é
classificado em HPV de alto risco ou de baixo risco. Os de risco baixo são
aqueles que causam verrugas e que quase nunca causam sintomas e nem precisam de
tratamento. Já o HPV de alto risco é uma forma mais agressiva do vírus que
precisa de tratamento específico e que pode evoluir para um câncer se não for
tratado.

HPV no homem

O HPV de risco alto no homem pode
causar o surgimento de alguns tipos de câncer.

Segundo dados:

  • Mais de 60% dos casos de câncer de
    pênis começam com uma infecção de HPV;
  • O HPV é o responsável por mais de
    90% dos casos de câncer anal em homens;
  • Aproximadamente 70% dos casos de
    câncer de orofaringe (parte superior da garganta), na base da língua e nas
    amígdalas podem ter origem no HPV;
  • O câncer de garganta é o mais comum
    relacionado ao HPV em pessoas do sexo masculino;
  • Homens com sistema imunológico
    debilitado têm uma chance maior de desenvolver câncer anal relacionado ao HPV.

Apesar da maioria dos casos de HPV desaparecem sozinhos sem a necessidade de tratamento, alguns deles podem causar verrugas genitais e até alguns tipos de câncer.

Sintomas

Não são todos os infectados que apresentam sintomas ou problemas de saúde relacionados ao HPV no homem. Outros só desenvolvem sintomas meses ou até mesmo anos após a infecção.

Os homens que desenvolvem sintomas
podem ter verrugas e tumores que podem ser observados nos seguintes locais:

  • Testículos;
  • Pênis;
  • Virilha;
  • Coxas;
  • Ânus;
  • Língua ou parte superior da boca.

Verrugas genitais podem ser de
vários tamanhos e texturas, podendo ser pequenas ou grandes, planas ou em
relevo, sempre em formato que lembra uma couve-flor. Elas não doem, mas podem
ser bem desagradáveis. Além disso, elas podem variar de tamanho e se
multiplicar ao longo do tempo.

O HPV em si não é um tipo de câncer, mas a infecção gerada pode resultar em alterações no organismo que podem levar ao câncer. Mesmo que a infecção se transforme em um câncer, esse processo leva muito tempo, mas quando ocorre, os sintomas variam de acordo com o tipo de câncer.

Sintomas de câncer anal relacionado
ao HPV são:

  • Mudanças nos hábitos intestinais ou
    no formato das fezes.
  • Sangramento, dor, corrimento ou
    coceira no ânus;
  • Inchaço nos gânglios linfáticos na
    região anal ou na virilha.

Se surgir um câncer no pênis, podem
ser observadas:

  • Feridas dolorosas ou não ou
    crescimentos anormais no pênis que podem sangrar;
  • Alterações no tecido do pênis como
    mudança de cor, espessamento da pele ou acumulo de tecido.

Câncer na parte de trás da garganta pode causar:

  • Tosse persistente;
  • Dor de garganta ou dor de ouvido
    constante;
  • Perda de peso;
  • Rouquidão ou alterações na voz;
  • Dificuldade para engolir ou
    respirar;
  • Crescimentos anormais no pescoço.

Segundo informações do CDC, homens
que têm relações sexuais com outros homens têm um risco 17 vezes maior de
desenvolver câncer anal relacionado ao HPV.

Diagnóstico

Infelizmente, ainda não há um exame aprovado para diagnosticar o HPV no homem. Desta forma, o diagnóstico é feito por meio da avaliação dos sintomas e através de um exame físico feito por um médico.

O exame que existe hoje não é
indicado pelo CDC atualmente por ser muito invasivo. Trata-se de uma espécie de
Papanicolau anal que só é recomendado em casos em que os homens têm um risco
alto de desenvolver câncer anal.

HPV no homem tem cura?

Não existe cura nem tratamento específico para o HPV no momento, mas a doença pode ser controlada com um tratamento sintomático.

Há muitos medicamentos de uso tópico e oral que atuam no controle e alívio dos sintomas. As verrugas genitais, por exemplo, podem ser tratadas com medicamentos prescritos – que podem incluir a aplicação de cremes para tratar as verrugas no local – ou removidas cirurgicamente através de técnicas como a crioterapia, que envolvem o congelamento ou a queima da verruga dependendo da sua localização, do seu formato e do seu tamanho. No entanto, mesmo com o tratamento adequado, a verruga pode voltar.

No caso de um câncer, a chance de
cura é alta, especialmente se a doença for diagnosticada em um estágio inicial.
O tratamento pode envolver o uso de medicamentos quimioterápicos e
radioterapia.

Como se prevenir

A vacinação é a maneira mais inteligente e eficaz de se proteger contra o HPV no homem e na mulher. A vacina é indicada entre 11 e 12 anos, mas indivíduos com até 26 anos de idade que ainda não receberam a vacina podem se vacinar. Duas doses são suficientes para proteger contra a doença pela vida inteira.

Apenas nas situações abaixo, mais de
2 doses podem ser necessárias:

  • Quando as 2 doses da vacina foram administradas
    em menos de 5 meses de intervalo;
  • Quando a pessoa tem um sistema
    imunológico fraco;
  • Quando a criança tem mais de 14 anos
    ou quando um adulto está se vacinando, devendo receber 3 doses ao longo de 6
    meses.

A vacina é extremamente segura e eficaz
e, de acordo com os estudos, não existem efeitos colaterais graves relacionados
à aplicação da vacina.

A doença também pode ser evitada
através do uso de preservativos durante o ato sexual e por meio da interrupção
da relação sexual ao observar que o parceiro apresenta verrugas nos órgãos
genitais, mas nenhum dos métodos é 100% garantido.

Convivendo com a doença

Ainda de acordo com o CDC, uma infecção de HPV se resolve sem tratamento na maioria dos casos em cerca de 2 anos. Isso significa que o próprio sistema imunológico se livra da infecção sozinho.

É prudente avisar o seu parceiro(a) sexual sobre a infecção para que ambos tomem as precauções necessárias para evitar a transmissão do vírus.

Não são tão comuns os casos em que o
HPV se transforma em um câncer. Basta prestar atenção nos sinais do corpo e
sempre usar proteção quando fizer sexo casual, pois nem sempre pessoas
infectadas com HPV mostram sintomas ou apresentam verrugas nos órgãos genitais.

Embora possa ser uma situação desconfortável, o HPV é mais comum do que imaginamos e não é uma doença grave, já que o indivíduo pode ter uma vida normal mesmo portando o vírus. No entanto, é muito importante acompanhar as verrugas – se houver – para que um crescimento anormal não se transforme em um câncer.

Com as campanhas de vacinação, é
provável que cada vez menos casos da infecção sejam constatados e em breve este
não será mais um problema de saúde pública.

Referências Adicionais:

Você já que há a possibilidade de ter HPV no homem? Já foi diagnosticado? Qual foi a recomendação do seu médico? Comente abaixo!

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