Nobel da Medicina pode ser um passo importante para a cura do câncer

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O prêmio Nobel de Fisiologia/Medicina de 2019 foi atribuído a um grupo de pesquisadores que estudaram os mecanismos de adaptação das células a um ambiente com pouco ou nenhum oxigênio.

Apesar da pesquisa ter sido realizada há 20 anos, os resultados só puderam ser reconhecidos este ano, devido ao avanço das tecnologias, que tornaram possível a comprovação da descoberta do grupo.

O que se sabia antes da pesquisa

A investigação do grupo de pesquisadores foi iniciada sob a premissa de que durante a atividade física, ou quando a pessoa se encontra em um ambiente de elevada altitude, é normal que a quantidade de oxigênio circulante no sangue diminua.

Quando isso acontece, o hormônio eritropoietina, também chamado de EPO, é quem percebe a diminuição de oxigênio e passa a estimular uma maior produção de glóbulos vermelhos para que seja captada uma maior quantidade de oxigênio, sendo possível que a distribuição desse gás para os tecidos ocorra sem grandes problemas.

Uma vez que esse mecanismo já era conhecido, os pesquisadores decidiram se focar na forma como o mecanismo de produção e liberação da EPO é regulado, para tentar entender se era possível tirar proveito desse mecanismo para ajudar o corpo a produzir uma maior quantidade de células vermelhas no sangue.

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O que foi descoberto

Após vários estudos moleculares com o objetivo de identificar o mecanismo de regulação do hormônio eritropoietina, os investigadores descobriram que existem dois grupos de proteínas que participam ativamente do processo de regulação do hormônio: proteínas HIF e VHL.

As proteínas do grupo HIF são as responsáveis por perceber a baixa quantidade de oxigênio circulante, estimulando a produção e liberação de EPO. Por outro lado, o grupo de proteínas pertencentes ao grupo VHL interagem com as proteínas HIF e diminuem a liberação de EPO, sendo esse mecanismo importante para regular a quantidade de eritropoietina produzida, especialmente quando é identificada uma maior quantidade (ou quantidade ideal) de oxigênio circulante.

Quais as possíveis aplicações da descoberta

A partir desta descoberta, é possível estudar também o papel destas novas proteínas em doenças crônicas graves que causam anemia, como o câncer. Neste tipo de doenças, a pouca quantidade de oxigênio circulante favorece o agravamento da condição da pessoa, já que em alguns tipos de câncer as células tumorais proliferam mais facilmente em um ambiente com pouco oxigênio, o que acaba piorando o prognóstico.

Tendo por base a descoberta deste grupo de investigadores, mais pesquisas estão sendo realizadas com o objetivo de desenvolver medicamentos que possam atuar diretamente no grupo de proteínas VHL, favorecendo a produção de EPO e regulando a quantidade de oxigênio no sangue, o que pode ser benéfico para o tratamento do câncer, além de poder, ainda, ser uma terapia mais eficaz para tratar vários tipos de anemia.





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